A. Blunden — Espinosa na história da Psicologia Cultural e da Teoria da Atividade (2018)

Publicado em Mind, Culture, and Activity, v. 1, n. 10, 2018. Tradução por Carla Miranda.

Eu começo essa revisão do lugar de Espinosa na história da teoria histórico-cultural da atividade (THCA) com uma sinopse do influente ensaio de Ilienkov (1974/1977), Espinosa — Pensamento como um Atributo da Substância.

O ensaio de Ilienkov é o segundo de uma série de seis ensaios, escritos no período final de sua vida, traçando o desenvolvimento histórico da dialética através de Descartes, Espinosa, Kant, Fichte, Schelling, e de Hegel a Marx.

Observações a seu respeito: embora seja registrado que “Ilienkov pretendeu escrever mas nunca completou […] um longo livro sobre Espinosa” (Maidansky, 2003, p. 209), isso foi o que ele escreveu. Segundo, quatro representantes do idealismo alemão se situam entre Espinosa e Marx, e consequentemente os psicólogos culturais russos, antes de uma dialética adequada e uma psicologia geral serem formuladas. O que Ilienkov nos apresenta é o lugar de Espinosa no desenvolvimento histórico.

Depois, resumindo os princípios fundamentais do materialismo de Espinosa, diz Ilienkov, “isso é como Herder e Goethe, La Mettrie e Diderot, Marx e Plekhanov (todos grandes ‘espinosanos’), e até o jovem Schelling, entenderam Espinosa” (p. 56). Ele ainda cita Hegel, afirmando que “esse pensamento deve começar por se situar no ponto de vista do espinosismo; ser um seguidor de Espinosa é o início essencial de toda a filosofia” (pp. 55–56).