A. V. Brushlinski — O Princípio do Determinismo nas obras de S. L. Rubinstein (1989)

Publicado em Voprosi Psikhologi, nº 4, 1989, pp. 66–73. Tradução por Bruno Bianchi.

S. L. Rubinstein (1889–1960) vive na ciência moderna principalmente como um excelente psicólogo e filósofo, metodologista e teórico, cujos trabalhos científicos representam uma unidade orgânica e inseparável de teoria filosoficamente fundamentada, experimento e prática pedagógica. Ele criou um conceito filosófico e psicológico original do ser humano, sua atividade e psique, liberdade e criatividade, cognição e fala, ideal, subjetivo e objetivo. Ele apresentou e desenvolveu sistematicamente a abordagem da atividade na ciência psicológica[1] e depois a generalizou com base no princípio filosófico geral do determinismo que ele desenvolveu: as causas externas agem por meio de condições internas (mais brevemente: externas por meio de internas).

O problema do determinismo é o mais candente e difícil da ciência psicológica, que é chamada a considerar e resolver a questão do livre-arbítrio, ou, mais precisamente, da liberdade do ser humano e de suas ações conscientes, que, precisamente por serem livres, parecem excluir o determinismo como uma necessidade. A enorme complexidade e até mesmo o caráter paradoxal desse problema levaram e ainda levam muitos cientistas ao indeterminismo.