
R. Bruyeron — Os Escritos Clandestinos de Georges Politzer (2002)
Publicado em Revue Philosophique, no 3/2002, p. 303-314. Tradução por Bruno Bianchi.
R. Bruyeron
Dada a desmobilização, em agosto de 1940, G. Politzer escolheu a clandestinidade. Com sua esposa May, com J. Decour, J. Solomon, D. Casanova e alguns outros, participou na produção e difusão de diversas revistas, incluindo La Pensée libre (dois números: fevereiro de 1941 e janeiro-fevereiro de 1942) e L’Université libre (cerca de dez números). Com J. Decour, ele conheceu L. Aragon no final de julho de 1941: dali, nasceu o projeto da Lettres françaises, que seria realizado mais tarde com J. Paulhan.
Assim, G. Politzer deixou de exercer o cargo de professor de filosofia (sua última nomeação no Liceu M. Berthelot em Saint-Maur data de outubro de 1939) para se dedicar ao fim de seu trabalho como militante e membro do Partido Comunista Francês. Este compromisso político é, no entanto, o de um filósofo, e é esta figura de filósofo engajado na luta até a morte que gostaríamos de tentar nos aproximar através dos textos que chegaram até nós. Um traço, me parece, prevalece no esboço desta figura: a luta contra o irracionalismo, a referência constantemente renovada ao espírito do Iluminismo[1]. É nesta perspectiva que devemos, me parece, unir o texto de 1939 sobre Freud aos escritos clandestinos dos anos 1941–1942.
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