
F. V. Bassin, A. S. Prangishvili & A. E. Sherozia — Sobre o papel do inconsciente na criação artística (1978)
Publicado em Soviet Studies in Philosophy, v. 17, nº 2, 1978, pp. 57–79. Tradução por Bruno Bianchi.
F. V. Bassin; A. S. Prangishvili; A. E. Sherozia
A questão do inconsciente, isto é, da existência e do papel do inconsciente na atividade psicológica, das formas em que o cérebro trabalha em conexão com o processamento de informações complexas, com a atividade criadora, com a regulação do comportamento, sem que isso seja do conhecimento do sujeito, tornou-se, nas últimas décadas, uma das questões centrais da psicologia. Isso pode ser visto, por um lado, na medicina, na neurofisiologia e na teoria da informação e, por outro lado, nas ciências humanas — estudos literários, educação, teoria da educação, linguística, teoria da arte, e outros campos semelhantes. O estudo desse problema encontra grandes dificuldades porque as técnicas para analisa-lo são inadequadas, a própria categoria do inconsciente é complexa, e sua interpretação metodológica e filosófica não se tornou precisa. No entanto, ignorar o fato fundamental de que a atividade psicológica inconsciente é um componente importante do trabalho adaptativo do cérebro, entendido de forma ampla, tem um efeito cada vez mais negativo sobre o progresso de todo um conjunto de ramos do conhecimento científico, especialmente a teoria da criação intelectual.
Gostaríamos de expressar algumas ideias relacionadas à compreensão atual do papel da atividade psicológica inconsciente na criação e percepção de obras de arte.
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