
M. Golder — Uma breve introdução à vida e obra de B. V. Zeigarnik (1986)
Publicado em GOLDER, M., Reportajes contemporâneos a la psicologia soviética. Buenos Aires: Editorial Cartago, 1986, pp. 72–80. Tradução por Hélio C. Donadi.
M. Golder
Realizamos a entrevista com Bluma Vulfovna Zeigarnik em um dos escritórios do último andar do antigo prédio da Faculdade de Psicologia da Universidade Lomonosov. Localizado em um dos terrenos mais antigos da cidade antiga, exatamente em frente aos muros do Kremlin, ao Parque de Alexandre e ao Palácio dos Congressos, a Faculdade é um prédio de quatro andares, sem elevador. Suas paredes guardam lembranças queridas, o caminho de muitas figuras proeminentes. O decanato que por muitos anos abrigou o trabalho de A. N. Leontiev; o amplo e claro auditório principal onde A. R. Luria ministrava suas aulas de Psicologia Geral, os corredores percorridos por D. B. Elkonin, com seu amplo sorriso, os sábios conselhos de A. V. Zaporozhetz e tantos outros já falecidos. Todos eles faleceram em um período de cinco anos, após quase cinquenta anos juntos nessa luta desigual e, eu diria, heroica, para impor uma psicologia com base marxista, com uma metodologia e perspectiva aprendidas diretamente do pensamento criativo de uma figura do porte de Vigotski.
Salas de aula, laboratórios, corredores que também testemunharam os passos de eminentes psicólogos de outros países. Lembro-me pessoalmente das visitas de Jean Piaget, René Zazzo, Paul Fraisse, Joseph Nuttin e muitos outros. E por que não mencionar os mais representativos da psicologia, psiquiatria e psicanálise argentina: Azcoaga, Berdichevsky, Cabral, García Reynoso, Marie Langer, Gervasio y Lea Paz, Emilio Rodriguéz, Fernando Ulloa, entre os mais lembrados.
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