
G. L. Isurina, E. B. Karpova, A. L. Zhuravlev — Fundamentos e Conteúdo do conceito de relação de V. N. Miasischev (2020)
Publicado em Psikhologicheskiy zhurnal, v. 41, nª 2, 2020, pp. 5–14. Tradução por Bruno Bianchi.
G. L. Isurina; E. B. Karpova; A. L. Zhuravlev
O conceito psicológico de “relação” pertence à categoria de conceitos de elevado nível de generalização, que não são constantes em termos de conteúdo e têm multivalência semântica, o que determina um elevado potencial para o seu desenvolvimento. A análise do estado atual da investigação sobre o problema das relações psicológicas mostra a sua procura e ampla utilização na comunidade científica [1; 20, etc.]. Os autores que se debruçam sobre essa problemática apontam, com razão, para a diferenciação observada de tais estudos nas últimas décadas, associada quer ao alargamento do leque de objetos das relações psicológicas, quer à especificação dos seus sujeitos [20, p. 37]. É impossível não concordar com o fato de que “em publicações aplicadas e, muitas vezes, em publicações científicas, o conceito de ‘relação’ é usado como um termo óbvio e de uso comum” sem especificar sua essência psicológica [Ibid.]. Nesse sentido, parece relevante preencher o déficit da ciência psicológica moderna na divulgação detalhada do conteúdo do conceito de “relação” por meio de análises que visam à compreensão e ao desenvolvimento dessa categoria psicológica [3; 4; 20]. Na maioria das vezes, em estudos modernos, o conceito de “relação” é correlacionado com a teoria de V. N. Miasischev.
E. V. Levchenko, em seu trabalho fundamental dedicado à história e ao desenvolvimento da categoria psicológica “relação”, chamou a atenção para a dificuldade de analisar a teoria de V.N. Miasischev devido não apenas à sua complexidade, mas também à predominância de “pequenas produções” (artigos e teses) no trabalho científico desse autor [4]. A herança científica de V. N. Miasischev está contida em seus artigos, cuja parte principal foi publicada em 1960 no livro Personalidade e Neuroses [15] e é dedicada à solução de problemas científicos, médicos e psicológicos específicos. Os pequenos trabalhos do cientista são caracterizados pela brevidade, pela linguagem imagética e pela profundidade de penetração na essência do problema.
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