
M. A. Lifschitz — A Dialética na História da Arte (1927)
Publicado em Sobranie sochinenii v 3 tomah [Obras Escolhidas em 3 tomos], tomo I. Moscou: Izobrazitelnoie Iskusstvo, 1984, pp. 223–241. Tradução por Teylor Lourival.
M. Lifschitz
A cosmovisão científica se baseia em dois princípios: movimento e conservação. O movimento é o estado da matéria. Mas por si só, este se torna uma negação pura e simples, um nada. O homem que fala sobre movimento e esquece que no movimento algo permanece, é preservado, não pode se dizer materialista. Tudo o que existe inevitavelmente desaparece; não obstante, na história não existe somente o desaparecimento, mas também “o desaparecimento do desaparecimento” (Hegel). A negação é um caso particular da negação da negação, a destruição é um caso particular do equilíbrio, o “estado clássico”. O primeiro equilíbrio, ou negação da negação, é em si a própria realidade objetiva, a matéria. Não em vão os gregos aproximaram a beleza e o cosmos (ordenamento do mundo).
Suplemento (versão mais positiva da dialética).
Quanto mais ampla e profunda seja a tese teórica em questão, mais cuidadosamente deverá ser feita sua colocação. Esta norma é bastante justa em relação aos princípios básicos do método dialético.
Tudo é resultado de movimento. Não obstante, o próprio movimento é necessário como resultado. Algo se move. Se b não fosse algo, não fosse nada, também não seria, por consequência, movimento. O movimento vazio e a quietude absoluta são idênticos.
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