
A. R. Luria — Perspectivas Científicas e becos sem saída filosóficos na linguística moderna (1974)
Publicado em Cognition, v. 3, nº 4, 1974, pp. 377–385. Tradução por Kristhine Silva.
A.R. Luria
Esse artigo é uma discussão da hipótese Chomskyana de “natureza inata” das estruturas linguísticas. O presente escritor desaprova fortemente essa hipótese, que tem sido objeto de vívido interesse na última década. Ele tem o sentimento de que ela nos leva a um beco sem saída filosófico e que o desenvolvimento da linguística moderna dependerá de colocá-la de lado a fim de nos voltarmos para um estudo cuidadoso das questões epistemológicas e das raízes psicológicas da fala e da linguagem.
A contribuição de Noam Chomsky, que é um dos principais estudiosos de nosso tempo, evoca um duplo sentimento. Primeiramente, o sentimento de mais alta apreciação por suas descobertas revolucionárias, que abriram novos horizontes na linguística e na psicologia. Em segundo lugar, o de dúvida sobre a suposição da natureza “inata” das estruturas linguísticas. Embora devamos elogiar o conjunto de sua obra, nos sentimos impelidos a apontar algumas de suas deficiências científicas. Como será mostrado, essas deficiências são o resultado de defeitos na base filosófica que as fundamenta.
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