
A.V. Petrovski — Alguns Problemas de Pesquisa em Psicologia Social (1971)
Publicado em Soviet Psychology, v. 9, nº 4, 1971, pp. 382–398. Tradução por Carla Miranda e Vitor Trajano.
A.V. Petrovski
No início desta década, os psicólogos soviéticos não podem se queixar de que há uma falta de interesse e atenção sobre sua ciência, pois sua popularidade tem mostrado um aumento incomum. Os psicólogos estão mais preocupados em pagar as “contas” que adquiriram com o estabelecimento de novas instalações científicas e em falar sobre o assunto com a voz de sua autoridade na imprensa sobre problemas urgentes de educação, cultura, economia e afins, em vez de obter “crédito” do público e assumir novas obrigações. Em grande parte, isso se deve às dificuldades em fornecer pessoal psicológico, especialmente psicólogos qualificados, e ao fato de que os novos campos da psicologia, cujo desenvolvimento começou há relativamente pouco tempo, exigem a maior atenção. A psicologia social está entre essas novas áreas.
Não seria exagero dizer que há oito ou dez anos, a psicologia social não existia como um ramo da ciência, mas a sua própria noção era combatida por muitos filósofos e psicólogos.
No Primeiro Congresso da Sociedade de Psicólogos, em março de 1959, não só não havia uma seção sobre psicologia social mas o número de artigos que de fato tratavam dessa área era extremamente pequeno. Porém, no Segundo Congresso, realizado em 1963 em Leningrado, a situação havia mudado significativamente. Uma discussão sobre o objeto da psicologia social se desenvolveu ali. Houve um conflito entre a visão de que a psicologia da personalidade individual era a área adequada de interesse da psicologia social e a visão de que os chamados fenômenos psicológicos em escala de massa eram seu campo. No Terceiro Congresso, em Kiev, em 1968, houve uma ampla discussão sobre os problemas da psicologia social. Eles foram discutidos não apenas em uma sessão especial, mas também nos simpósios sobre problemas de psicologia individual, problemas psicológicos de formação da personalidade de crianças em idade escolar, e em uma discussão sobre o estudo psicológico de crianças “difíceis” e delinquentes juvenis. Os trabalhos no campo da psicologia social trataram não apenas de proposições de teoria geral, mas continham os dados de pesquisas empíricas.
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