A. V. Petrovski — O novo status da teoria psicológica sobre grupos e coletivos (1983)

Publicado em Soviet Psychology, vol. 21, nº 4, pp. 57–78. Tradução por Bruno Bianchi.

A situação presente na psicologia social Soviética não pode ser avaliada isolada dos processos que ocorrem no Oeste, especialmente na psicologia social Americana.

Nos Estados Unidos, onde a psicologia social começou a se desenvolver mais cedo e onde se encontra mais avançada que em qualquer outro lugar, muitos psicólogos hoje usam a palavra fatal crise com cada vez mais frequência. Cinco anos atrás, no 20º Congresso de Psicologia, em Tóquio, um importante psicólogo social americano, McGuire, disse que o período do 18º Congresso Internacional de Psicologia, quando a psicologia social estava inundada de coronéis grisalhos, jovens empreendedores e mulheres entusiasmadas, tinham sido idílico. Ele comparou a condição da psicologia social moderna com o sono tranquilo da borboleta no sino da igreja — O que acontecerá à borboleta quando o sino começar a tocar? Para McGuire, o futuro não parece muito brilhante.

Em alguns aspectos, ele está correto. A crise metodológica corroendo a psicologia americana é evidente. Para esse fenômeno crítico, os psicólogos americanos encontraram inúmeras explicações, por exemplo, a baixa validade do experimento psicológico social (dados de laboratório não correspondem com os fatos reais da vida social), a incompetência profissional de pesquisadores que não possuem dados para a resolução de tarefas práticas, e muitos outros fatores. Mas a razão básica para as consequências infelizes do desenvolvimento intensivo da psicologia social nos Estados Unidos é sua óbvia fraqueza metodológica. Isso é provavelmente mais evidente em estudos da psicologia de pequenos grupos.