
S.L. Rubinstein — “Materialismo e Empiriocriticismo” de V.I. Lênin e a Teoria do Reflexo (1959)
Publicado em Printsipy i puti razvitiya psikhologii. Moscou: Izdatel'stvo Akademii Nauk SSSR, 1959. Tradução por Bruno D. Bianchi.
S.L. Rubinstein
Como todas as obras genuinamente grandes, o Materialismo e Empiriocriticismo de Lênin determina ou indica a orientação do desenvolvimento posterior do pensamento científico e filosófico, e não o fixa em um determinado ponto. O significado do conteúdo ideológico em geral e, sobretudo, do pensamento leninista desta obra — a obra filosófica mais importante de Lênin — é estimado, precisamente, pela importância do caminho que teve que percorrer a investigação científica para que a previsão filosófica inicial fosse comprovada no campo científico e se apresentasse como generalização de dados da investigação concreta firmemente estabelecidos.
Lutando contra o chamado monismo “neutro” e idealista de Berkeley, Lênin o contrapôs ao monismo materialista da filosofia marxista, cuja essência ele expressou com uma fórmula de extremo laconismo e concisão: o psíquico, a consciência, o espírito é “a função do cérebro, a reflexão do mundo exterior”[1].
Nos familiarizamos tanto com esta fórmula, ela se converteu em algo tão evidente, em algo tão claro em si mesma, que nem sempre percebemos o poder de síntese que é necessário para soldar suas duas partes em um todo.
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