S. L. Rubinstein — A Situação da Psicologia Soviética na Grande Guerra Patriótica (1943)

Publicado em od znamenem marksizma, 1943, № 9–10. p. 45–61. Tradução por Bruno D. Bianchi.

"A Grande Guerra Patriótica colocou para a psicologia soviética, bem como para outros ramos da nossa ciência soviética, tarefas de importância excepcional. A psicologia soviética abordou a solução desses problemas enriquecida por intensas pesquisas de pensamento teórico e diversas pesquisas teóricas e experimentais realizadas ao longo dos 25 anos de sua existência sob as condições do colapso revolucionário dos antigos fundamentos e da construção de uma nova vida.

A psicologia soviética começou sua jornada em um momento em que a ciência psicológica mundial (com a qual a psicologia russa sempre esteve em estreita conexão) entrou em um período de crise. Essa crise, como a crise da física, sobre a qual Lênin escreveu em “Materialismo e empiriocriticismo”, como a crise de outras ciências, da crítica literária à matemática, foi essencialmente uma crise metodológica e filosófica. Na psicologia, ele assumiu formas especialmente agudas, devido às peculiaridades de seu objeto, ligadas aos problemas mais agudos da sua visão de mundo. Na psicologia, a esse respeito, tanto o idealismo quanto o mecanicismo receberam manifestações especialmente militantes e grosseiras. A tarefa de construir um sistema de psicologia soviética sobre uma nova base filosófica marxista-leninista exigiu naturalmente um trabalho teórico e experimental longo e árduo, associado a uma luta obstinada contra o materialismo vulgar e mecanicista, por um lado, e contra o idealismo tradicional e o introspeccionismo, incompatível com uma construção verdadeiramente científica da psicologia, por outro."