
N.N. Veresov - A Nova Realidade do Legado de Vigotski (2020)
Publicado em Cultural-Historical Psychology, v. 16, nº 2, 2020, pp. 107-117. Tradução por Bruno D. Bianchi.
N.N. Veresov
A teoria histórico-cultural (THC) ainda existe? — a pergunta pode parecer ingênua e até provocativa. Ela provoca uma resposta positiva imediata: sim, a teoria histórico-cultural (THC) existe! Criada nas décadas de 1920 e 1930, a THC não pertence apenas à história da psicologia, mas é uma teoria viva e poderosa que informa a pesquisa contemporânea sobre o desenvolvimento na primeira infância [14; 16; 17; 29; 31; 36], aprendizagem e instrução escolar [2; 4; 9; 25; 56; 57; 92], desenvolvimento profissional [12; 15; 28; 30], estudos sociais [12; 15; 28; 30], interações humano-computador [34; 49], aquisição de segunda língua em adultos [11; 37; 38; 39] e muitos outros campos.
Centenas de pesquisadores declaram que se inspiram ou se sentem motivados pelas ideias e conceitos de Vigotski [1; 2; 3; 8; 9; 22; 23; 24; 26; 29; 31; 40; 56; 59; 92; 94] no desenvolvimento de suas próprias abordagens teóricas originais. De fato, muito trabalho tem sido realizado por acadêmicos internacionais [18; 22; 23; 24; 37; 38; 40] para descobrir e desenvolver a teoria histórico-cultural.
Os livros didáticos contemporâneos consideram a teoria histórico-cultural como uma das teorias clássicas da psicologia do século XX, juntamente com Y. Bronfenbrenner e J. Piaget [55]. A Enciclopédia Britânica tem um artigo sobre Vigotski, e a Enciclopédia das Ciências da Aprendizagem inclui o capítulo “Teoria histórico-cultural do desenvolvimento” [52]. A internet está repleta de centenas de sites que apresentam e representam a teoria histórico-cultural com diferentes níveis de precisão. De que outras evidências precisamos?
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