
L. S. Vigotski — O Pensamento na Esquizofrenia (1931)
Publicado em The Vygotsky reader. Oxford: Basil Blackwell, 1994, pp. 313–326. Tradução por Achilles Delari Jr.
L.S. Vigotski
Sem sombra de dúvida, o avanço mais significativo em psicologia tem sido a tendência recente de conciliar investigações em vários campos com o propósito de descobrir princípios comuns envolvidos em tais investigações. Isto é especialmente verdadeiro para a psicopatologia e a psicologia infantil ou genética. Elas se desenvolveram independentemente e, no passado, apenas ocasionalmente os resultados obtidos foram reunidos para comparação.
Ao mesmo tempo, mais e mais investigadores pensam que as leis psicológicas são as mesmas, não importa como sejam observadas. Como exemplo da crescente integração dos vários campos de investigação psicológica e do crescente sentimento de unidade das leis psicológicas a despeito da variedade de suas manifestações, pode-se referir ao estudo comparativo da cisão do pensamento, o fenômeno da hipobulia[1] em psicopatologia, e o fenômeno do pensamento sincrético em psicologia infantil. Na hipobulia há fenômenos que foram originalmente considerados um resultado da esquizofrenia ou da histeria; à luz de uma investigação mais completa da consciência, foram considerados como um passo ontogenético necessário no desenvolvimento normal da personalidade. Tais observações são sem dúvida profundamente verdadeiras: os fenômenos do desenvolvimento do pensamento no adolescente são evidentemente em geral intimamente relacionados a certos aspectos do pensamento patológico.
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