N. Walker — Libertando-nos do Paradigma da Patologia (2021)

Publicado em Neuroqueer Heresies. Fort Worth: Autonomous Press, 2021. Tradução por Bárbara Cortat.

No que diz respeito à neurodiversidade humana, o paradigma dominante no mundo atualmente é ao que eu me refiro enquanto paradigma da patologia. O bem-estar a longo prazo e o fortalecimento de autistas e membros de outros grupos neurocognitivos minoritários dependem da nossa capacidade em criar uma mudança de paradigma — uma mudança do paradigma da patologia em direção ao paradigma da neurodiversidade. Tal mudança deve acontecer internamente, dentro da consciência dos indivíduos, e deve também ser propagado nas culturas em que vivemos.

Mas o que toda essa linguagem rebuscada significa? O que são esses paradigmas dos quais estou falando, e o que significa criar uma “mudança” de um paradigma para o outro? Este texto é um esforço para explicar isso em linguagem simples que, eu espero, fará com que estes conceitos tornem-se facilmente acessíveis.